Em vez de ler, que tal ouvir o artigo?

Empresas podem fazer roteirização com Google Maps? Isso é possível? É muito possível e facilita bastante a vida dos gestores de logística de transporte e distribuição.

Sobre isso vamos conversar ao longo deste artigo.

Aqui vamos desmistificar a API do Google Maps, mostrar em termos simples de que maneira ela funciona e por que é a preferida de desenvolvedores e usuários. Em seguida, apontaremos tudo o que você precisa saber sobre a roteirização de entregas com essa ferramenta incrível.

Continue lendo para entender como a roteirização com Google Maps é a mais ideal!

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Desmistificando a API do Google Maps

Como funciona o Google Maps? Há muito o que dizer sobre esse serviço que já se tornou fundamental na vida de mais de um bilhão de usuários ao redor do mundo, mas vamos nos ater às partes fundamentais aqui.

O Google Maps é um produto dos grandes produtos do vasto portfólio da Google Inc; ele é uma parte importante dos serviços prestados por essa popular e valiosa big tech. Foi lançado publicamente em fevereiro de 2005 e, desde então, vem aprimorando seus recursos visíveis aos usuários e também de API para desenvolvedores — roteamento, direção, personalização do design de blocos de mapas, tráfego de rotas, muitas camadas avançadas, superposições, opções de personalização de mapas etc.

Mapas personalizados

A API (Interface de Programação de Aplicativo) do Google Maps é uma ferramenta robusta que pode ser usada para criar um mapa personalizado, um mapa pesquisável, funções de check-in, exibir sincronização de dados ao vivo com a localização, planejar rotas ou criar um mashup — apenas para citar algumas funcionalidades.

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Personalizações

Em linhas gerais,  a API do Google Maps permite que desenvolvedores de aplicativos móveis e da Web, por exemplo, personalizem suas pesquisas; apliquem uma pesquisa por palavra-chave e/ou filtros e classifiquem por distância, popularidade entre outros parâmetros.

A pesquisa por palavra-chave oferece filtragem com mais de 100 tipos diferentes, incluindo locais populares (restaurantes, lojas, bares, igrejas, mesquitas etc.) ou não tão populares (ruas “escondidas” do interior, por exemplo). Há uma variedade infinita de requisitos específicos que o usuário pode precisar.

Na prática, a busca por palavra-chave pesquisará locais com base na sequência de texto de entrada do usuário. Os resultados são combinados com os negócios do Google, incluindo categorias de revisão do Google.

Filtros

Com a API do Google Maps, usuários com pouco conhecimento de programação podem usar valores no filtro de tipos para pesquisas de locais e até adicionar um local.

Geolocalização

Falando ainda mais de maneira técnica, a API de geocodificação do Google Maps é o serviço através do qual se pode converter o endereço em coordenadas, fornecendo o endereço como String para a API (o inverso também funciona, conhecido como geocodificação reversa). A precisão da API de geocodificação é muito alta e pode converter quase qualquer endereço em suas coordenadas de latitude/longitude.

Sobreposição de imagens e biblioteca de imagens

Outro ponto interessante é que o Google Maps suporta sobreposição de imagens e formas básicas, como polígonos, círculo etc; ele também fornece uma biblioteca para o gerenciador de desenhos, que pode ser facilmente usada para aplicativos web.

O serviço suporta ainda muitos tipos de camadas de dados, incluindo Camada KML, mapas de calor, tabelas de fusão etc., além de camadas de dados para tráfego, trânsito e bicicleta.

Visualizações panorâmicas

Você também já deve ter percebido que o Google possui o recurso Street View integrado ao Maps; ele é bastante preciso, e oferece visualizações panorâmicas de 360 ​​graus de estradas designadas em toda a sua área de cobertura.

Segundo o próprio Google, o Maps tem 99% de cobertura no mundo (mais de 200 países e territórios), sofre mais de 25 milhões de atualizações diariamente

Em suma, estamos falando da maior cobertura de mapas do mundo, que fornece muita precisão em geolocalização, é extremamente amigável ao usuário (e está em constante evolução de sua usabilidade), consegue chegar no nível de detalhe “street” em que o usuário visualiza a rua.

Como se dá a roteirização com Google Maps

Com tudo isso, não é de se admirar que muitas empresas têm usado o Google Maps para roteirizar suas entregas e outras movimentações logísticas e de transporte. Desenvolvedoras de soluções tecnológicas estão usando as APIs do Maps para tornar as funcionalidades de suas ofertas ainda mais poderosas.

Mas, como isso acontece? Em poucas palavras, é isso que acontece quando o usuário pergunta ao Google Maps “qual é a melhor maneira de ir de A a B?”:

  1. o Google analisa os dois endereços fornecidos e rapidamente codifica geograficamente (identifica as coordenadas de latitude e longitude) antes de traçar dois marcadores no mapa;

  2. o Google seleciona todos os segmentos de estrada possíveis entre os dois pontos;

  3. ele classifica esses segmentos de estrada com base em fatores como a distância mais curta, o comprimento dos segmentos de conexão e as condições de tráfego na hora do dia;

  4. e retorna a rota de pontuação mais alta e algumas alternativas de “plano B”.

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O planejador deve fornecer a ordem das entregas

O Google Maps pode ser usado para planejar uma rota com várias paradas. Mas, atenção: embora o Google Maps seja uma ferramenta que pode ser usada para encontrar a rota mais curta entre várias paradas, o Maps nunca foi projetado para encontrar a ordem ideal dessas paradas em sua rota.

As pessoas que planejam rotas precisam indicar endereços no Google Maps e determinar manualmente a ordem mais eficiente para atendê-las. Se você informar ao Google em que ordem essas paradas devem ocorrer, obterá os melhores resultados possíveis para os quais estradas a tomar; mas você não pode solicitar que a ferramenta forneça a ordem de parada.

Integração do Maps a outra ferramenta de roteirização

A determinação da ordem de parada pode ser feita através de um software de otimização de rotas de entrega. Isso funciona bastante quando essa ferramenta se integra ao Maps, que, como dissemos, vai funcionar como um “serviço de mapeamento da web”, não como um otimizador de rotas.

Essa dupla — software de roteirização e otimização de rotas + Google Maps — é, portanto, fundamental. Ou seja, você precisa casar o Maps com uma ferramenta que possa encontrar a ordem ideal de paradas, com toda a sua complexidade, para garantir que suas rotas sejam eficientes.

Lembre-se: as rotas precisam ser eficientes, pois os custos associados aos planos de rotas de entrega são recorrentes e têm um dos maiores impactos na lucratividade do seu negócio.

→ Leia também: Como a roteirização inteligente reduz seus custos? 

Bônus: MáximaCast, episódio 22 — Google Maps na roteirização de entregas

Agora, como é possível fazer roteirização com Google Maps em termos corporativos?

Ouça o episódio 22 do MáximaCast, o podcast da Máxima Tech que você pode seguir no SoundCloudSpotify e também no YouTube. Nele, nossos especialistas em logística debatem como a tecnologia do Google Maps é essencial para dar agilidade e familiaridade em todo o processo de roteirização de cargas.

Principais pontos discutidos no podcast

Transformação digital

Como você ouviu, o melhor roteiro possível de entregas carece de mapas muito bem organizados. É aí que a transformação digital, neste caso com o uso do serviço de mapas do Google, se torna fundamental, em termos de ganho de tempo e eficiência.

Ganho de tempo e precisão

O processo de roteirização, que antes demorava até cinco horas, passou a durar cinco minutos. Assim, todo o processo logístico ganha agilidade, uma vez que a otimização reflete, por exemplo, no aumento da cubagem dos caminhões que vão fazer o transporte.

O trabalho dos planejadores de rota se torna até mais agradável com uma ferramenta integrada ao Google Maps, pois, de maneira visual, eles conseguem perceber pontos que passavam despercebidos (ou percebidos com pouco tempo hábil) quando o trabalho era todo manual ou apenas amparado com planilhas de Excel, por exemplo.

Simulações

Outro ponto interessantíssimo é que os planejadores conseguem simular rotas antes de montá-las e colocá-las em execução. Com um bom sistema automatizado, integrado aos recursos do Maps, os profissionais conseguem ver, por exemplo, se a rota planejada está rentável, se cabe mais algum pedido, e assim por diante.

A tecnologia, portanto, também consegue fornecer indicadores para a visualização prévia dos resultados (tempo de entrega, agilidade, custos, lucratividade etc.). A precisão dos dados é o grande trunfo. E tudo é feito em questão de minutos.

Usabilidade

Por fim, é importante reforçar: o Google Maps é, sem sombra de dúvidas a solução de mapeamento por geolocalização que melhor oferece usabilidade aos usuários. E isso também é verdade para os desenvolvedores, que utilizam a API do Maps para personalizar a maneira como vão integrar esse serviço aos seus sistemas.

Conclusão

Você viu: o Google Maps é hoje a ferramenta de mapeamento por geolocalização que possui a maior cobertura do mundo. São 25 milhões de atualizações por dia e um bilhão de usuários ativos por mês atualizando dados para que a estrutura global de mapas se torne cada vez mais eficiente.

Em 2014, a Máxima Tech introduziu a API do Google Maps em seus sistemas de roteirização, o que fez com que os desenvolvedores da empresa aprendessem muito com o processo e com a própria evolução do serviço do Google. Assim, temos orgulho de oferecer hoje os melhores sistemas de roteirização do Brasil e do mundo, a roteirização com Google Maps.

→ Confira agora o episódio 14 do MáximaCast, no qual nossos especialistas discutem os desafios e estratégias para a logística de transporte no atacado distribuidor

Que tal, você já havia refletido tão profundamente sobre a roteirização com Google Maps para as entregas? Deixe seu comentário! roteirização com Google Maps,roteirização com Google Maps

Fabrício Santos