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Entenda o que é carga compartilhada e como essa abordagem pode ajudá-lo a fazer entregas melhores e mais lucrativas!

Quando falamos em carga compartilhada, estamos nos referindo a uma metodologia de transporte que é totalmente oposta ao que as empresas praticam tradicionalmente.

O compartilhamento da carga é uma prática que traz diversos benefícios, e também oferece desafios.

Será que vale a pena inserir a carga compartilhada na estratégia de entregas do seu atacado distribuidor? As vantagens que esse método oferece podem beneficiar a lucratividade do seu negócio? Vamos responder a essas e outras dúvidas sobre o tema neste artigo para que as empresas usem esse método com eficiência.

Qual a importância da boa gestão de carga?

Antes de entrarmos na questão da carga compartilhada em si, vamos começar lembrando o quanto é importante ter uma boa gestão de carga. Ela envolve todo o planejamento dos volumes e dos pesos das mercadorias embarcadas em cada veículo; também diz respeito aos tipos de produtos carregados, à segurança e a fatores como controle de avarias e perdas.

Uma empresa tem uma boa gestão de cargas quando consegue otimizar suas entregas sem abrir mão da lucratividade; quando atende satisfatoriamente a seus clientes sem sacrificar os ganhos. Também, quando tem total domínio de sua frota de veículos, que vai ajudá-la a realizar essas atividades com maestria!

Nos últimos anos, a gestão de cargas tem se sofisticado mais devido à transformação digital pela qual os atacadistas distribuidores vêm passando. A maioria dos esforços de análise e planejamento, agora, é facilitada por soluções tecnológicas fáceis de serem implementadas e com custos reduzidos.

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O que é carga compartilhada?

O termo carga compartilhada se refere a todas as mercadorias de dois ou mais clientes, dividindo o volume do caminhão ao longo do percurso das entregas. Ou seja, para um atacadista distribuidor que tenha intenção busca melhorar a cubagem da carga, a opção de carga compartilhada é a mais vantajosa. A distribuição de mercadorias de clientes diferentes na mesma rota, diminui o custo logístico.

Um exemplo simples são os distribuidores do Rio de Janeiro que entregam no interior de Minas Gerais. Todos têm a mesma rota, porém os caminhões podem não estar com sua lotação máxima. Nesse caso, eles poderiam organizar-se para que as mercadorias ocupassem um único caminhão.

O objetivo desse tipo de carga é tornar o transporte o mais lucrativo e eficiente possível. É uma prática que permite que empresas dedicadas ao transporte agrupem diferentes pedidos, de diferentes clientes, aproveitando ao máximo a capacidade de armazenamento dos veículos.

Muitas empresas de distribuição optam por compartilhar suas cargas para atender a  diferentes clientes em uma mesma rota. Ao invés de liberar uma entrega muito abaixo do peso e do volume aceitáveis, por exemplo, opta-se pelo compartilhamento de carga, dessa para melhorar a quilometragem rodada.

Quais são os benefícios da carga compartilhada?

O carregamento compartilhado traz várias vantagens para as empresas em relação ao carregamento convencional, conhecido como completo – da redução do custo de entrega à flexibilidade nas entregas.

Confira quais são os principais benefícios do modelo de carga compartilhada.

1 – Redução de custos

Primeiro, o carregamento compartilhado permite que as empresas reduzam substancialmente os custos relacionados ao transporte, uma vez que eles são distribuídos entre várias empresas/clientes.

2 – Flexibilidade de entregas

A aplicação dessa metodologia oferece às empresas maior flexibilidade para realizar entregas diferentes.

O fato de não precisar agrupar mercadorias suficientes para carregar um caminhão completo permite às empresas mais flexibilidade, podendo se adaptar melhor à demanda de seus clientes. Possibilitando muitas vezes fazer entregar em menor tempo, por  exemplo as rotas diárias, que podem ser reduzidas a dois ou três dias na semana.

3 – Mais responsabilidade ambiental

As indústrias e distribuidoras estão no centro das atenções quanto às emissões de poluentes na atmosfera — especialmente suas estratégias de logística de transporte. Ao unificar os pedidos e compartilhar a carga de clientes, a empresa também realiza seu compromisso com um transporte mais ecológico e ambiental, o que acaba resultando em uma redução no número de viagens.

Nesse caso, a matemática é simples: menos transportes realizados por caminhões nas rodovias, graças ao compartilhamento de remessas entre empresas, menos emissões de poluentes e mais benefícios para o meio ambiente.

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4 – Maior segurança das entregas

Embora os distribuidores e transportadores se esforcem dia após dia para oferecer opções de entrega melhores e mais confiáveis, há um risco mínimo de que a mercadoria não chegue a tempo ou da maneira esperada.

Ao fazer menos remessas e não ter tantas mudanças nos meios de transporte, é possível minimizar o risco de contingências e alcançar maior segurança na entrega, algo que aumenta a confiança dos clientes.

Quais desafios vêm com as entregas com carga compartilhada?

Uma questão que pode ser considerada um problema para algumas empresas que utilizam o modelo de carga compartilhada é que a rodagem começa a aumentar, pois vai a empresa acaba positivando mais e fazendo mais entregas.

O executivo também ressalta que o planejamento de carga precisa ser mais apurado, pois o compartilhamento pode gerar uma desarmonia no recebimento das mercadorias. Logo, o distribuidor precisa pensar, por exemplo, em rotas de entregas otimizadas, fazendo com que os valores investidos sejam compensados pelo controle logístico em si.

Por mais desafiador que pareça, as cargas compartilhadas trazem bons resultados. Orquestrando de maneira estratégica as entregas, e fazendo um bom planejamento de rotas, o compartilhamento de cargas se torna bastante vantajoso para a empresa. A flexibilidade, a segurança e a redução de custo por quilômetro rodado, precisam ser mostrados ao mercado como um valor percebido.

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Como otimizar as entregas com carga compartilhada?

E qual seria uma maneira eficiente de vencer os desafios e aproveitar os benefícios das cargas compartilhada nas empresas de distribuição? Confira, a seguir, algumas dicas!

Roteirize as entregas

A roteirização de entregas é o elemento que equilibra a área de transporte e potencializa os resultados.

Conforme já apontamos aqui no blog, a roteirização de entregas é um itinerário ou roteiro que tem por objetivo a redução do tempo, da distância percorrida e dos custos operacionais logísticos; visa otimizar a programação das entregas, levando em consideração uma série de informações relevantes para o negócio, como os locais de destino e a distância entre cada um.

Em outras palavras, roteirizar entregas significa planejar itinerários, montar cargas, conhecer o espaço geográfico a ser percorrido, entre outras funções. Dizemos que as entregas estão roteirizadas quando tudo isso é realizado de maneira automatizada, com o mínimo de intervenção humana — seguindo um fluxo de atividades estabelecido, sem margens para improvisos.

→ Ouça nosso MáximaCast e saiba como a tecnologia do Google Maps é essencial para dar agilidade e familiaridade em todo o processo de roteirização de cargas.

Ao basear o compartilhamento das cargas nos roteiros pré-estabelecidos pelo distribuidor, é possível amortizar os custos e garantir que os clientes receberão em tempo hábil — além dos outros benefícios já apontados. Isso porque é possível balancear os esforços (e os custos) atendendo a mais clientes em menos tempo; sempre dando aos condutores/entregadores um script que esclarece como serão realizadas as remessas.

Misture entregas grandes e pequenas na mesma carga

Para potencializar as margens de lucros, e reduzir os gastos, uma boa dica é misturar entregas grandes e pequenas (em termos de volumes).

Na própria roteirização das cargas, é importante inserir as remessas a clientes que compram um grande volume, juntamente com aqueles que compram menos mercadorias.

Isso gera um balanço, que pode, inclusive, fazer com que os entregadores ganhem tempo. Obviamente, o processo requer uma boa dose analítica. A dica é: use um software de gestão logística cuja roteirização seja realizada de maneira automatizada. Isso vai reduzir tempo e esforço em cálculo de quilometragem, volume, peso etc.

Calcule o custo-benefício das viagens

Por fim, não dá para falar em otimização de entregas com cargas compartilhadas sem pensar no cálculo de custo-benefício das viagens.

No cálculo de custo da rota, é importante incluir a remuneração do condutor, gastos com combustível e pedágios, desgaste do caminhão etc. Para contrabalancear, é importante planejar bem a soma dos fretes cobrados, o percentual do total dos pedidos do carregamento e o retorno financeiro trazido por cada viagem.

Mais uma vez, é importante ressaltar a importância de utilizar um software de gestão de entregas cuja roteirização leve em consideração essas questões matemático-financeiras.

→ Listamos o 4 principais erros cometidos por iniciantes em roteirização de cargas.Assista ao vídeo para não cometê-los na sua operação.

Conclusão: vale a pena fazer entregas com carga compartilhadas?

A tecnologia é um fator crucial para potencializar o método das cargas compartilhadas. Com um bom software de gestão logística, fazendo a roteirização das entregas e a análise de custo-benefício envolvido, é possível, sim, obter excelentes resultados.

Como vimos, a carga compartilhada é uma prática que pode dar mais flexibilidade, segurança e, também, reduzir custos dos atacadistas distribuidores. Talvez o mais indicado seja incorporá-la aos poucos no dia a dia da empresa, observando os resultados obtidos.

Que tal, a carga compartilhada já faz parte do cotidiano do seu negócio? Gostou das dicas que trouxemos neste artigo? Deixe seu comentário!

Fabrício Santos