Entenda a importância de uma gestão de canais de distribuição eficiente e confira dicas de como melhorá-la na sua empresa!


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Canais de distribuição são as vias pelas quais os produtos viajam da empresa para os clientes finais. Um fluxo típico de produtos para lojas físicas começa com um fabricante, passa para as mãos dos distribuidores, depois para os varejistas, que comercializam e vendem os produtos e, finalmente, para os clientes finais.

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Entenda o que é o MDF-e (Manifesto de Documento Fiscal eletrônico) e como esse documento impacta no seu atacado distribuidor.

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Nos últimos anos, ocorreu uma mudança na direção da modernização das exigências fiscais e contábeis. Tanto o recolhimento de tributos quanto as obrigações acessórias passaram a ser feitos digitalmente para simplificar os processos. E isso inclui a emissão do MDF-e.

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Entenda em detalhes o que é a Lei do Motorista e como ela impacta as distribuidoras no Brasil.

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Você já ouviu falar na Lei do Motorista?

Já parou para pensar em como ela impacta os negócios de atacadistas distribuidores no Brasil?

Esteja atento, pois ela está em vigor desde 2015 e pode gerar muitas multas para empresas, bem como para os profissionais condutores. Por outro lado, ela pode ser vista como uma aliada na conformidade de uma relação saudável e pacífica entre as organizações e seus profissionais da área de logística de transporte.

Sobre isso, vamos ajudá-lo a refletir ao longo deste artigo. Continue lendo para entender o que é a Lei do Motorista, sobre o que ela versa, e como os proprietários e gestores de distribuidoras — para além dos condutores — são impactados com ela!

A relação das distribuidoras com motoristas profissionais

A nível de ambientação, vamos começar falando sobre a importância de uma boa equipe de condutores na gestão de logística de transportes das distribuidoras. Não importa se a empresa conta com equipe própria ou se terceiriza as entregas de suas mercadorias, de alguma maneira, há uma relação com esses profissionais.

Os motoristas de caminhões que operam a logística distributiva da organização devem ser bem treinados. Eles também precisam dispor de bons veículos e, cada vez mais, de ferramentas tecnológicas para desempenhar suas funções com eficiência.

Nos últimos anos, também cresce a consciência, por parte das distribuidoras e dos motoristas, de que é preciso levar a legislação que cobre a categoria ao pé da letra. É por isso que a Lei do Motorista — que você vai conhecer em detalhes a seguir — precisa ser conhecida por proprietários e gestores do mercado atacadista distribuidor.

Cumprindo as normativas do Estado, e, também, tendo uma gestão de pessoas bem efetiva, as distribuidoras conseguem elevar a produtividade dos condutores, satisfazer clientes e parceiros de negócios e potencializar resultados. Portanto, a legislação deve ser vista como uma aliada em um propósito maior: levar o negócio sempre ao próximo nível planejado!

Como mensurar a eficiência dos motoristas? Como saber se há melhorias que a distribuidora pode fazer para elevar o potencial desses profissionais?

→ Antes de seguir a leitura, confira, no vídeo a seguir, algumas dicas para você medir a performance dos motoristas que prestam serviço à sua empresa!

O que é a Lei do Motorista

Dito isso, agora sim, vamos à Lei do Motorista. Nós dividimos este tópico em duas partes: seus antecedentes e sua definição. Confira, a seguir!

Antecedentes

Antes de a Lei do Motorista ser sancionada, a legislação que cobria a categoria desses profissionais no Brasil estava sob o número 12.619/12.

As alterações que vinham sendo realizadas na Lei 12.619/12 fizeram com que parlamentares, sob a pressão de categorias organizadas como a dos caminhoneiros, propusessem uma nova legislação. Assim, em agosto de 2012, foi apresentado o projeto de lei (PL) 4246, que culminou em 2015 na Lei nº 13.103.

A Lei nº 13.103

Conhecida como a Lei do Motorista Profissional, a Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015, versa sobre regras para o exercício da atividade profissional de condutores. Ela veio para alterar alguns dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), além da Lei nº 12.619/12, que regulava a categoria até então.

A quem se aplica a Lei do Motorista (ou, sobre quem ela versa)? A resposta a esse questionamento está no artigo 1:

“Art. 1º É livre o exercício da profissão de motorista profissional, atendidas as condições e qualificações profissionais estabelecidas nesta Lei.

Parágrafo único.  Integram a categoria profissional de que trata esta Lei os motoristas de veículos automotores cuja condução exija formação profissional e que exerçam a profissão nas seguintes atividades ou categorias econômicas:

I – de transporte rodoviário de passageiros;

II – de transporte rodoviário de cargas.”

Em resumo, a Lei nº 13.103 é uma cobertura legislativa para caminhoneiros e condutores de transporte coletivo de pessoas. Esse universo, quando olhamos formalmente, compreende mais de 1 milhão de profissionais, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Assista ao bate papo sobre a Jornada de trabalho e a Lei do Motorista Profissional, com a participação do Dr. Alexandre Meirelles, Advogado trabalhista:

Quais são os principais tópicos da Lei do Motorista

A Lei do Motorista tem 22 artigos, cujos principais direcionamentos podem ser resumidos nos seguintes tópicos:

  • Seguro: todo motorista profissional passa a ter direito a seguro custeado por seu empregador;
  • Controle de jornada: a jornada de trabalho deve ter anotação fidedigna; e o motorista é o responsável pela guarda, preservação e exatidão das informações relativas a ela;

  • Exames: exames toxicológicos para renovação e habilitação das carteiras com categorias C, D e E passam a ser obrigatórios — também para admissão e demissão do motorista;

  • Horários de trabalho: a jornada do motorista não tem horário fixo de início, final e de intervalos — a menos que sejam definidos em contrato;

  • Horas extras: a jornada de trabalho dos motoristas pode ser estendida por até 2 horas extraordinárias ou, mediante convenção e/ou acordo coletivo, por até 4 horas diárias;

  • Descanso: os intervalos de descanso dos motoristas de carga devem ser de 30 minutos a cada 6 horas de trabalho; e, dos motoristas de passageiros, de 30 minutos a cada 4 horas;

  • Tempo de espera: o tempo de espera — período em que o motorista aguarda carga ou descarga de veículo e, também, com a fiscalização da mercadoria — é excluído da jornada laboral do profissional; e ele passa a ser indenizado na proporção de 30% do salário-hora normal;

  • Repouso entre jornadas: passa a ser exigido um tempo de repouso de 11 horas entre uma jornada; período esse que pode ser fracionado em 8 horas contínuas, desde que as 3 horas restantes sejam usufruídas nas 16 horas seguintes;

  • Tempo de direção ininterrupto: passa a ser vedado ao motorista dirigir por mais de 5,2 horas sem interrupções;

  • Tipos de remuneração: passa a haver a possibilidade de remunerar o motorista em função da distância percorrida, do tempo de viagem ou da natureza e do volume de mercadoria transportado;

Ouça nosso conteúdo e saiba como melhorar a assertividade das entregas utilizando o Google Maps:

  • Prazo de carga e descarga: o prazo máximo para cargas e descargas passa a ser de 5 horas;

  • Pedágio: passa a haver isenção da taxa de pedágio sobre os eixos que forem mantidos suspensos (por exemplo, no caso dos veículos de transporte de carga que circulam vazios).

Além disso, a Lei nº 13.103 também versa sobre as obrigações do governo para com a categoria dos motoristas profissionais. Ali, estão esclarecidos direitos como acesso a cursos técnicos, atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), proteção contra ações criminosas ocorridas em serviço, não responder aos empregadores por danos patrimoniais causados por terceiros etc.

Que impactos a Lei do Motorista traz às distribuidoras?

É importante pontuar que a Lei do Motorista trouxe algumas insatisfações, tanto para a categoria dos condutores (e as entidades e associações a ela ligadas) quanto para os empregadores desses profissionais.

De qualquer maneira, por mais que diversos artigos da lei tenham sido — e ainda estejam sendo — contestados, inclusive no Supremo Tribunal Federal, essa é a letra da lei em vigor no país.

Como vimos, há diversas alterações relacionadas à jornada de trabalho dos motoristas e, também, a outros dispositivos da relação trabalhista. Uma distribuidora que mantém frota e condutores, bem como contrata serviços terceirizados de logística de transporte, precisa estar atenta a essa legislação.

No que diz respeito às sanções para o não cumprimento da Lei do Motorista, estão previstas multas, tanto para os empregadores quanto para os condutores profissionais. Sob o ponto de vista dos empregadores, as sanções podem vir, por exemplo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mas, também, de outros órgãos reguladores do Estado.

Dentro disso, pode-se dizer que as distribuidoras que têm operação logística de transporte com equipe de condutores devem considerar a Lei do Motorista na elaboração de contratos de trabalho e, também, no relacionamento com os profissionais motoristas.

Por fim, é importante pontuar que a Lei do Motorista pode ser vista como um dispositivo gerador de oportunidades para as distribuidoras.

Se olharmos, por exemplo, para a relação trabalhista com os condutores, as empresas podem ter a legislação como um dispositivo para amparar suas ações junto ao Estado. Aquelas que levarem os direitos e os deveres dos motoristas à risca, também podem ter um diferencial empregatício; sendo necessário, é claro, estimular a consciência dos profissionais — e monitorá-los para garantir que estão cumprindo com as determinações legislativas.

Como usar a tecnologia para sua distribuidora cumprir a Lei do Motorista

Além de conhecer em profundidade a Lei do Motorista e trabalhar para cumpri-la em tudo o que está relacionado à logística de transporte, as distribuidoras têm a seu favor a tecnologia.

Isso mesmo, ferramentas tecnológicas, cada vez mais acessíveis e fáceis de implementar, podem ajudar a garantir o cumprimento da legislação.

É o caso, por exemplo, da solução maxMotorista, uma plataforma com a qual os gestores podem acompanhar as atividades realizadas pelos condutores.

Parte do software de Gestão Logística, desenvolvido pela Máxima Tech, o maxMotorista contém funcionalidades de check-in e check-out, para acompanhar as entregas realizadas; também monitoramento de entregas, que devem seguir roteiros pré-estabelecidos na estratégia logística, e acompanhamento de fatores como velocidade, pausas para descanso etc.

O maxMotorista leva incorporadas parametrizações que atendem à Lei do Motorista, o que ajuda as empresas a estarem em conformidade com a legislação. Ele não abre margem para improvisações que, muitas vezes, são as causas das infrações realizadas pelos condutores.

→ No vídeo a seguir, confira um resumo rápido do que o sistema oferece:

→ Leia também: Logística de transporte — Como evitar prejuízos durante a entrega?

Conclusão

Como vimos, a Lei do Motorista (Lei nº 13.103, de 2015) regula a categoria de trabalho dos condutores profissionais de cargas e pessoas no Brasil. Ela esclarece direitos e deveres dos trabalhadores do setor, mas, também, dos empregadores, o que faz com que mereça um olhar atento dos atacadistas distribuidores e de outros segmentos do mercado nacional.

Apesar de controversa em alguns pontos, essa legislação está em vigor e tem gerado multas para empresas e condutores. É preciso que os departamentos jurídicos estejam atentos a ela, mas, também, os gestores, que lidam com os profissionais direcionando demandas e se relacionando com eles.

Também vimos que a tecnologia pode ser empregada para garantir que a Lei do Motorista seja cumprida à risca, evitando que sua empresa tenha prejuízos financeiros, judiciais e também de imagem. Como sabemos, a responsabilidade social das organizações é um tema de suma importância na atual dinâmica do mercado.

Como sua distribuidora tem trabalhado a Lei do Motorista? Gostou da reflexão e das dicas que trouxemos neste texto? Deixe seu comentário! 

LGPD A Lei Geral de Proteção de Dados para Distribuidores

lgpd

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Como em qualquer setor da economia, as empresas com negócios no mercado atacadista distribuidor também precisam ficar atentas à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Em vigor a partir de agosto de 2020, a norma regula o tratamento de dados pessoais e sensíveis dos consumidores nas organizações. Por conta das novas exigências, os distribuidores podem ter que reavaliar seus processos internos para não ferir os direitos dos clientes.

Existem passos básicos a serem tomados pelas empresas de modo que estejam preparadas para lidar com este novo contexto regulatório da proteção de dados no Brasil. É necessário que os agentes de distribuição, principalmente aqueles que mantêm relações próximas com o varejo, mapeiem os dados internos e as fontes de informações utilizadas.

Entretanto, muitas empresas distribuidoras ainda não estão preparadas para lidar com as novas exigências legais. É fundamental atualizar seus processos internos para que os dados coletados dos clientes sejam usados com consciência.

Neste artigo, entenda melhor os impactos da Lei Geral de Proteção de Dados para distribuidores. Acompanhe.

O que é a LGPD?

Garantir que as empresas manipulem com mais consciência os dados pessoais de seus clientes é uma preocupação que existe há muitos anos. Porém, com a popularização da internet, essa preocupação se tornou cada vez maior. Foi justamente por isso que nasceu o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia – que é uma norma que estabelecesse princípios básicos para o tratamento de dados.

A norma tem o intuito de dar ao usuário mais controle sobre seus dados, permitindo que ele tenha acesso à forma como empresas fazem o tratamento de dados pessoais e quais dados elas estão armazenando. Inspirados na GDPR, os Estados Unidos também aderiram a uma nova lei de proteção de dados após os escândalos envolvendo a coleta de dados do Facebook.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é a versão brasileira dessa regulamentação. Trata-se de um conjunto de normas claras e rígidas sobre o tratamento de dados no Brasil – aumentando a liberdade e a privacidade dos usuários.

A medida é primária e essencial porque, em uma busca minuciosa, pode-se descobrir muito mais dados pessoais e sensíveis do que a empresa acredita portar, tais como nome completo do cliente, endereço, dados bancários, número do cartão de crédito e outras informações sigilosas, que enriquecem qualquer banco de dados corporativo.

Neste sentido, é importante estabelecer um processo de governança digital. A norma trará boas práticas na apresentação dos dados aos clientes de forma veloz e segura.

Aprenda mais sobre a LGPD e seus impactos nesta Live Máxima!

Principais determinações da LGPD

As determinações sobre a proteção de dados pessoais estão previstas na Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (LGPD). Veja quais são as principais delas:

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:

I – o respeito à privacidade;

II – a autodeterminação informativa;

III – a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;

IV – a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;

V – o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;

VI – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e

VII – os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas naturais.

Além disso, o artigo 6º destaca os princípios do tratamento de dados pessoais. As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios:

  1. Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;
  2. Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento;
  3. Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados;
  4. Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
  5. Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
  6. Transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial;
  7. Segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;
  8. Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais;
  9. Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos;
  10. Responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas.

Os impactos da LGPD para o atacado distribuidor

Já vimos as principais determinações da LGPD, mas quais são os impactos práticos disso para o atacado distribuidor? Como a sua organização deve se preparar para evitar complicações relacionadas aos dados de seus clientes?

Veja alguns pontos que merecem a sua atenção:

Adequação aos princípios da LGPD

Acabamos de destacar os princípios propostos pela LGPD: finalidade, adequação, necessidade, livre acesso, qualidade dos dados, transparência, segurança, prevenção, não discriminação, responsabilização e prestação de contas.

Esses devem ser os principais pontos para guiar as ações de uma empresa distribuidora ao lidar com os dados dos usuários. Principalmente em casos de dúvidas, lembre-se sempre de observar se os princípios da LGPD estão sendo observados.

Tratamento adequado dos dados

Segundo a LGPD, o tratamento de dados pode ser entendido como toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem à coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Para que essas operações possam ser realizadas dentro dos limites da lei, é preciso respeitar as seguintes hipóteses:

  • Mediante o fornecimento de consentimento pelo titular
  • Para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador
  • Pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres
  • Para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais
  • Quando necessário, para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados
  • Para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem)
  • Para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro
  • Para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária
  • Quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais
  • Para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente.

Confira este episódio do MáximaCast sobre Data Science e como lidar com a grande quantidade de dados gerados hoje no mundo!

Possibilidade de cancelamento pelo usuário

As empresas do atacado distribuidor ficam obrigadas a criar um canal que permita o cancelamento do consentimento para uso de dados pessoais. Para tanto, a organização precisa garantir que todas as bases de dados estejam conectadas para que, caso o consumidor deseje alterar alguma informação, não haja erros.

Revisão da tendência de coleta de dados

Nos últimos anos, a coleta de dados de clientes ou potenciais clientes se tornou muito comum para embasar ações de marketing e vendas – permitindo que as organizações tracem um perfil de consumo, identifiquem hábitos de compra ou avaliem as condições financeiras para liberação de crédito. Porém, a LGPD impõe diversas restrições e essas atividades, que devem ser realizadas com vários cuidados especiais – ficando, também, vedada a troca de informações entre varejistas e empresas especializadas em bancos de dados.

Conheça ações de marketing e vendas com o poder de alavancar os resultados de empresas do atacado distribuidor!

 

Relações de trabalho e emprego

As empresas do mercado atacadista distribuidor também devem ter mais cuidado nas relações de trabalho e emprego. As informações pessoais de todos os funcionários que ficam sob posse da organização devem ser tratadas de forma adequada sob pena de responsabilidade civil e ressarcimento de eventuais danos causados.

Mudança dos processos internos

Por conta de todas as mudanças causadas pela LGPD, também é necessário adequar os processos internos e ferramentas digitais usadas pelas empresas do atacado distribuidor – visando resguardar todos os dados pessoais em posse da organização.

As mudanças e processos em questão precisam ser de responsabilidade de uma área executiva específica. E isso vale para os pequenos, médios e grandes atacadistas distribuidores, que possuem sistemas de gestão (ERP) com registros detalhados dos seus clientes, de modo que a responsabilidade conjunta de fornecedores de sistemas e usuários dos mesmos está prevista na lei.

⇒ Saiba quais soluções podem melhorar a gestão do atacado distribuidor!

Tendo esses dois processos iniciais em dia, a empresa poderá partir para outros estágios ligados à regulamentação. Como exemplo, mudanças nos processos internos e nos sistemas de informação, garantindo um diagnóstico inicial rápido para que a empresa consiga se programar para cumprir a LGPD a partir de agosto de 2020.

Esse processo não precisa ser oneroso. A saída é que as companhias sejam claras, fortalecendo um ambiente de transparência, idealizado para que o consumidor não tenha dificuldades se quiser conhecer os dados disponíveis e, consequentemente, para que a empresa não precise se esforçar para disponibilizá-los.

A importância de se adequar às normas da LGPD

A adequação às exigências da LGPD é uma necessidade para as empresas brasileiras. Em pouco tempo, os consumidores devem passar a conhecer melhor os seus direitos – e não respeitar as necessidades deles pode causar danos sérios à reputação de uma organização.

Além de manter um bom relacionamento com o seu público, seguir as normas da Lei Geral de Proteção de Dados evita que os distribuidores tenham que arcar com as penalidades impostas pela lei.

O artigo 52 da LGPD prevê as seguintes sanções, que podem ser aplicadas em razão de infrações cometidas às normas previstas nesta lei:

  • Advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
  • Multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração;
  • Multa diária, observado o limite total de R$ 50.000.000,00
  • Publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
  • Bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
  • Eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • Suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de tratamento pelo controlador;
  • Suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período;
  • Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.

Você já conhecia os impactos da Lei Geral de Proteção de Dados para distribuidores? Descubra também como a Lei da Liberdade Econômica pode afetar o seu negócio!

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