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Para refletirmos sobre o transporte de bebidas, podemos começar falando da imensa movimentação desse tipo de produtos no Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o comércio de bebidas teve alta de 1,6% em 2019, mesmo em um ano de desaceleração da economia.

Trata-se, portanto, de um segmento bastante expressivo. E o transporte é um ponto delicado neste universo que, ainda segundo a ABIA, tem participação de 20% no faturamento do imenso mercado alimentício brasileiro.

O transporte de bebidas tem uma série de particularidades, requerendo muitos cuidados para ser realizado – e no mercado atacadista e distribuidor, ele é uma constante para muitas organizações.

Das especificidades logísticas à questão da legislação, passando por modais de transporte e até segurança das cargas e dos trabalhadores envolvidos, o transporte de bebidas tem seus diferenciais.

Acompanhe para conferir quais os cuidados que devem ser tomados ao realizar transporte de bebidas!

Os desafios relacionados à cadeia de abastecimento de bebidas

A distribuição de bebidas está intimamente ligada à logística e ao transporte. As pessoas estão constantemente em busca de novidades nas lojas, especialmente no longo verão brasileiro.

Portanto, o varejo bastante pulverizado em um país com proporções continentais como o Brasil pede constante abastecimento. Isso significa que a demanda por remessas rápidas e confiáveis é, ao mesmo tempo, um grande negócio e um desafio contínuo.

Confira, a seguir, os principais percalços enfrentados nas cadeias de abastecimento de bebidas!

Capacidade de rastreamento e visibilidade

Um dos principais empreendimentos nas cadeias de abastecimento de bebidas é a capacidade de rastrear a localização e a condição dos produtos.

Cada vez mais, os clientes prestam atenção ao país ou à região de origem do produto, aos rótulos ecológicos e a outros sinais que aumentam a visibilidade e garantem a autenticidade.

Pesquisas apontam que tanto consumidores quanto lojistas consideram a rastreabilidade um fator principal nas decisões de compra de alimentos e bebidas.

Comunicação dentro da cadeia

Organizar comunicação e colaboração eficientes é sempre muito complexo para distribuidores e atacadistas – principalmente por conta da natureza fragmentada da cadeia de suprimentos.

Com tantas partes envolvidas, é difícil estabelecer uma cadeia linear de comunicação, especialmente para os distribuidores e atacadistas que trabalham com diversas marcas.

Se possível, é aconselhável restringir a lista dos fornecedores àqueles em que a companhia distribuidora realmente confia. Isso beneficiará a empresa e seus consumidores.

A boa notícia é que há uma ampla gama de novas tecnologias para monitoramento e auditoria, favorecendo a comunicação de ponta a ponta. No entanto, isso requer uma visão mais moderna da logística de transportes.

Controle de qualidade e manutenção

Certamente, com todos os elos envolvidos na cadeia, é importante garantir uma entrega ágil, bem organizada e rápida.

Entre as causas desafiadoras, destacamos más condições de armazenamento e estoque, que podem afetar a qualidade dos produtos.

Requisitos de transporte refrigerado

Muitas bebidas estão sujeitas à perecibilidade ou congelamento, e requerem transporte com temperatura controlada. A demanda por equipamentos refrigerados aumentou astronomicamente com a preferência do consumidor por produtos frescos e menos processados.

Padrões incomuns causados ​​por mudanças climáticas estão tornando mais difícil do que nunca prever a necessidade de equipamentos com temperatura controlada.

Custos operacionais

Todos os cuidados que relacionamos aqui, e outros mais, também tendem a elevar os gastos em operações de transporte de bebidas.

A necessidade de utilização de caminhões específicos para transportar esse tipo de mercadoria é um exemplo de diferenciação nos custos. Há outros: volatilidade nos preços dos combustíveis, mão de obra especializada, fretes etc.

Quer saber quais são os principais custos logísticos? Assista ao video abaixo!

6 cuidados a serem tomados no transporte de bebidas

Dependendo do tipo de bebida distribuída, os cuidados no transporte se diferenciam. Aliás, eles começam desde o armazenamento até a entrega. Cervejas, vinhos, refrigerantes e sucos têm diferenciações de tempo de validade, necessidade de temperatura no estoque e nos meios de transporte, etc.

No entanto, há cuidados comuns a todos os tipos de bebidas a serem transportadas. Confira, a seguir, quais são eles.

1. Armazenagem adequada

Em termos de armazenagem, há cuidados relacionados a cada tipo de embalagem. É preciso considerar aspectos como tamanho e espaço entre cada embalagem, bem como os riscos de danos que cada uma pode correr durante o transporte.

  • Vidro: este é o tipo mais frágil de carga no transporte de bebidas. O esforço maior é evitar que as embalagens fiquem soltas dentro do veículo, completando espaços com papel, por exemplo;

  • Plástico: este tipo de embalagem é mais tranquilo de ser transportado. No entanto, é importante ter em mente que a sensibilidade ao calor pode ser o principal calcanhar de Aquiles. Requer, por exemplo, que a carroceria tenha boa ventilação, ao mesmo tempo em que vede a entrada de umidade ou poeira — para evitar a perda de brilho.

  • Alumínio: também um tipo de embalagem de fácil transporte. No entanto, requer cuidados quanto à umidade, pois pode gerar oxidação que, além de estragar os rótulos, também pode contaminar a bebida. O peso desse tipo de carga requer atenção.

  • Tetra Pak: este é o tipo de embalagem que permite uma grande economia de espaço durante o transporte. Estima-se que ela ocupe 40% menos espaço do que latas e potes de vidro. O desafio está na resistência das embalagens tetra pack, que são mais delicadas que as demais.

2. Preservação das embalagens

A preservação das embalagens é um dos temas mais delicados no transporte de bebidas. Alguns especialistas recomendam, por exemplo, que o empilhamento desse tipo de produto não seja mais alto que 1,80 metro, e que o peso total da carga não passe de uma tonelada.

Toda atenção quanto à disposição das caixas e engradados no pallet é recomendada. Por exemplo, indica-se empilhar da mais pesada para a mais leve, garantindo a resistência do unitizador com a superfície da carroceria do caminhão.

3. Preservação dos produtos

Toda a cadeia de produção, comercialização e distribuição de bebidas precisa se preocupar com a preservação desse tipo de produto. No transporte, os cuidados devem ser ainda maiores, a depender do grau de fragilidade de cada tipo de produto e, também, de fatores como temperatura, exposição à luz e à poeira e, ainda, os atritos dos caminhões durante os trajetos.

Um parafuso sobressalente dentro da carroceria pode furar uma lata, quebrar um vidro e, muitas vezes, gerar um efeito cascata, que pode comprometer boa parte da carga.

Os cuidados a serem tomados diferem conforme o tipo de embalagem e de produto. Se vinhos requerem transporte na vertical, outros produtos embalados em vidro podem ser acomodados na vertical (em alguns casos é recomendado até que sejam colocados de cabeça para baixo).

4. Organização da carga

Fatores como o tempo de estocagem devem ser observados ao organizar a carga para o transporte de bebidas. Isso começa na hora da expedição — despachando primeiro o que está mais tempo no estoque — e, também, ao longo dos trajetos de entrega.

A organização dos paletes dentro da carroceria do caminhão também deve levar em conta a distribuição do peso, preservando o centro de gravidade do veículo.

É preciso pensar na otimização dos espaços, sempre respeitando a fragilidade das embalagens e cada tipo de produto.

→ Temos outras dicas sobre organização da carga, neste artigo; confira: Como organizar o caminhão para otimizar a distribuição de produtos?

5. Rota

Com uma logística de entrega complexa, o transporte de bebidas requer deslocamento de carga bem estratégico.

O carregamento precisa ser pensado com base nas rotas a serem percorridas pelo caminhoneiro — considerando os cuidados com a carga e também a otimização de custos.

→ Aprofunde-se mais no tema: Roteirização de entregas: aposte e crie diferencial competitivo!

6. Tempo entre fabricação e distribuição

Há um tempo ideal entre a produção e a distribuição de cada tipo de bebida. Ele depende do produto em si, mas também do tipo de embalagem.

Cervejas, por exemplo, têm garantia de que a qualidade será mantida somente até seis meses. Já destilados em geral permanecem em boas condições por muito mais tempo, pois o alto teor de álcool impede a proliferação de bactérias.

Já sucos e refrigerantes, quando armazenados em lata, têm um prazo médio de 180, e de 60 dias em embalagens plásticas.

O ideal para os atacadistas e distribuidores é que trabalhem com a entrega no ponto de venda com prazos de, no mínimo, 40 dias da data limite.

Como a tecnologia ajuda a superar os desafios do transporte de bebidas

Não é novidade que a tecnologia é uma excelente aliada quando se trata de estruturar e executar a operação de transporte de bebidas — bem como da gestão logística como um todo.

Confira, a seguir, dois materiais que demonstram claramente como boas ferramentas tecnológicas tornam tudo mais seguro, eficiente e lucrativo!

1. Case de Sucesso:

→ Entenda como a Real Bebidas da Amazônia otimizou operações e rendimentos com a solução tecnológica fornecida pela MáximaTech!

2. Podcast:

→ Veja agora o episódio #51 do MáximaCast, o podcast da MáximaTech.

Nossos especialistas e convidados compartilham dicas e experiências sobre a gestão de transportes — inclusive com o testemunho do Gilbran Queiroz, analista de projetos da Real Bebidas da Amazônia, que reduziu 66% o tempo de fechamento de cargas em sua empresa!

Conclusão

Como vimos, o transporte de bebidas tem suas particularidades e requer cuidados diferentes de outros tipos de produtos. As dicas que trouxemos aqui são gerais, servindo para distribuidores e atacadistas de diversos tamanhos nas mais variadas regiões do nosso país.

Para finalizar, chamamos mais uma vez a atenção para a utilização estratégica da tecnologia, o planejamento e a execução da logística de transporte. As ferramentas que auxiliam gestores e profissionais dessa área estão cada vez mais acessíveis, rápidas de implementar e fáceis de usar.

E você já sabe: aqui na MáximaTech, nós estamos à disposição para demonstrar nossas soluções que, com certeza, vão ajudar a superar desafios e levar sua empresa mais longe. Conte conosco, sempre.

O que você achou das dicas que trouxemos sobre o transporte de bebidas? Avalie agora a logística de entrega da sua empresa: acesse o checklist para um diagnóstico realista e inspirador!