O que atacado distribuidor precisa aprender sobre a LGPD

Como em qualquer setor da economia, as empresas com negócios no mercado atacadista distribuidor também precisam ficar atentas à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Em vigor a partir de agosto de 2020, a norma regula o tratamento de dados pessoais e sensíveis dos consumidores nas organizações.

Existem passos básicos a serem tomados pelas empresas de modo que estejam preparadas para lidar com este novo contexto regulatório da proteção de dados no Brasil.

É necessário que os agentes de distribuição, principalmente aqueles que mantêm relações próximas com o varejo, mapeiem os dados internos e as fontes de informações utilizadas.

A medida é primária e essencial porque, em uma busca minuciosa, pode-se descobrir muito mais dados pessoais e sensíveis do que a empresa acredita portar, tais como nome completo do cliente, endereço, dados bancários, número do cartão de crédito e outras informações sigilosas, que enriquecem qualquer banco de dados corporativo.

Neste sentido, é importante estabelecer um processo de governança digital dos dados. A norma trará boas práticas na apresentação dos dados aos clientes de forma veloz e segura.

Para tanto, a organização precisa garantir que todas as bases de dados estejam conectadas para que, caso o consumidor deseje alterar alguma informação, não haja erros.

As mudanças geradas pela LGPD

As mudanças e processos em questão precisam ser de responsabilidade de uma área executiva especifica. E isso vale para os pequenos, médios e grandes atacadistas distribuidores, que possuem sistemas de gestão (ERP) com registros detalhados dos seus clientes, de modo que a responsabilidade conjunta de fornecedores de sistemas e usuários dos mesmo está prevista na lei.

Tendo esses dois processos iniciais em dia, a empresa poderá partir para outros estágios ligados à regulamentação. Como exemplo, mudanças nos processos internos e nos sistemas de informação, garantindo um diagnóstico inicial rápido para que a empresa consiga se programar para cumprir a LGPD a partir de agosto de 2020.

Esse processo não precisa ser oneroso. A saída é que as companhias sejam claras, fortalecendo um ambiente de transparência, idealizado para que o consumidor não tenha dificuldades se quiser conhecer os dados disponíveis e, consequentemente, para que a empresa não precise se esforçar para disponibilizá-los.

Luciano Almeida

Diretor de Tecnologia em MaximaTech
Diretor de operações na Máxima e responsável pelo desenvolvimento das soluções de mobilidade, atendimento ao cliente e inovação na empresa. Apaixonado por tecnologia e curte tornar tudo mais simples.
Luciano Almeida