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Como melhorar a execução no PDV e aumentar as vendas?

A execução no PDV não falha no relatório, falha diante do shopper. É na gôndola que preço, ruptura, exposição e concorrência cobram a conta.

Basta pensarmos no fato de que 72% dos consumidores globais estão preocupados com o aumento do preço dos itens do dia a dia, conforme levantamento da Euromonitor. Ou seja, quando o comprador compara mais, qualquer desvio pesa mais.

Para atacadistas, distribuidoras e indústrias, essa consciência muda o nível de exigência, já que não basta planejar campanhas, negociar espaço ou enviar promotores à loja. É preciso transformar cada visita em controle, evidência e ação comercial.

Vamos refletir sobre isso em profundidade?

Neste artigo, você confere como melhorar a execução no PDV, evitar erros recorrentes e usar dados para aumentar vendas com mais consistência.

O que é execução no PDV?

Execução no PDV é a rotina que garante produto disponível, visível, precificado e bem apresentado na loja.

Ela transforma o planejamento de trade marketing em ação concreta diante do shopper e no corredor. Portanto, envolve abastecimento, exposição, merchandising, preço, comunicação visual e registro de evidências no ponto de venda.

Quando essa rotina falha, a estratégia comercial perde força antes da decisão de compra e afeta a margem.

Para atacadistas, distribuidoras e indústrias, a execução no PDV também é uma disciplina de gestão para a liderança. Afinal, cada visita ao precisa responder perguntas objetivas sobre presença, ruptura, concorrência e oportunidade por loja.

O cuidado com o ponto de venda, nesta estratégia, vai além de repor produtos ou alinhar prateleiras em cada visita. Ele exige pesquisa, execução padronizada e análise do que outras marcas fazem no mesmo espaço com critério.

Qual é o papel do promotor no PDV?

É o promotor de vendas o operador mais visível da execução no PDV. Ele verifica se os SKUs negociados estão disponíveis e se a exposição segue o combinado no campo.

Além disso, confere preço, validade, limpeza, materiais promocionais e oportunidades de ponto extra.

Também cabe ao promotor registrar fotos, identificar desvios e sinalizar ajustes rápidos para operações de vendas, marketing e abastecimento. Ele, com esse olhar, reduz achismos, pois transforma a visita em informação mais precisa para a gestão.

Neste sentido, a execução conecta experiência de compra e desempenho de sell out. Basicamente, se o shopper não encontra o produto, encontra outro preço ou vê uma gôndola confusa, a marca perde espaço.

Daí que o monitoramento de estoque por loja ajuda empresas de bens de consumo a acompanhar disponibilidade e distribuição, como aponta pesquisa realizada pela Nielsen

Execução no PDV é exercício estratégico

Estamos falando, portanto, do uso de dados de campo ajudando a corrigir falhas antes que elas resultem em perda recorrente.

Por isso, melhorar a execução no PDV exige método, cadência e clareza de prioridade. A empresa deve definir padrões por canal, categoria, região, loja e perfil de comprador.

Além disso, é preciso orientar o promotor sobre o que observar, como registrar e quando acionar suporte. Assim, a rotina deixa de depender da percepção individual e passa a gerar inteligência comercial diária do time.

Com esse processo, a liderança compara lojas atendidas, padrões executados e oportunidades prioritárias por rota ou região. Ademais, identifica onde o problema nasce, seja no abastecimento, na negociação ou na rotina de campo.

É um controle que aproxima Marketing, Vendas e Operação, pois todos trabalham com a mesma evidência. Isto é, a execução no PDV é fundamental para sustentar campanhas, proteger espaço de gôndola e melhorar a previsibilidade do sell out.

Execução no PDV: quais são os principais erros no ponto de venda?

Ao refletir sobre a execução no PDV, é importante pensar nos erros cometidos no ponto de venda. Eles normalmente surgem quando a operação decide sem observar a loja. E afetam presença, giro, margem e poder de negociação com o varejo.

Não devem, portanto, ser tratados como falhas isoladas da equipe de campo. Inclusive, para gestores, esses desvios revelam perda de controle sobre demanda e execução no PDV.

Não fazer pesquisa de mercado

Um dos erros mais comprometedores é tratar pesquisa de mercado como uma rotina eventual. Especialmente porque, sem dados por loja, a companhia demora a enxergar queda de giro e avanço da concorrência.

Além disso, perde visibilidade sobre preço, sortimento, perfil de compra e variações regionais.

Quando isso acontece, as decisões comerciais, por exemplo, dependem muito de percepção quando, na verdade, deveriam ser alicerçadas em evidências do PDV.

Deixar rupturas acontecerem

Tem também a ruptura que acontece quando o shopper procura o produto e não o encontra disponível.

Esse erro afeta venda imediata, recompra, confiança na marca e relacionamento com o varejista. Também indica desalinhamento entre demanda, abastecimento, negociação e acompanhamento da loja.

O melhor caminho é tratar a ruptura no PDV como falha comercial, não apenas logística.

Esquecer da experiência do shopper

Outro erro recorrente é ignorar que a experiência de compra influencia na comparação, escolha e fidelidade.

Acredite, é grande o número de consumidores que testa novas marcas simplesmente por não encontrar o que procura no PDV. Muitas vezes, eles até trocam de estabelecimento por isso, o que é agravado quando há também preços divergentes e exposição confusa, como aponta a McKinsey.

Escolher pontos estratégicos sem critério

A escolha de pontos estratégicos falha quando depende de costume, pressão ou preferência do varejista. Esse é um erro bem preocupante.

Muitos times aceitam espaços que não acompanham fluxo, categoria ou missão de compra. Porém, uma exposição cara e pouco vista consome verba sem ampliar atenção proporcional.

Por isso, ao pensar e estruturar um ponto extra, por exemplo, deve-se trabalhar sobre uma hipótese comercial clara.

Ignorar a concorrência

Também há erro quando a liderança analisa a loja sem considerar a disputa competitiva. Isso porque, com frequência, concorrentes mudam de preço, ampliam frentes e ocupam áreas melhores no PDV durante a semana.

Sem acompanhamento frequente, a indústria percebe tarde que perdeu relevância visual e poder de negociação. O que, ao longo do tempo, leva a pequenos desvios acumulados que afetam margem, giro e previsibilidade comercial.

→ Antes de corrigir, a empresa precisa nomear cada erro com precisão

Ruptura, preço errado, exposição fraca e ponto mal escolhido pedem respostas diferentes. Além disso, cada problema precisa ter um responsável claro entre Vendas, Trade, Abastecimento e Campo.

Só assim é possível evitar cobranças genéricas e preparar decisões mais consistentes na sequência do processo.

Passo a passo: como padronizar execução no PDV?

Padronizar a execução no PDV significa transformar estratégia em rotina comparável entre lojas, canais e regiões.

Dentro disso, depois de identificar os erros, a gestão precisa reduzir variações que surgem no campo.

Ou seja, o objetivo não é engessar a operação, mas definir um padrão mínimo de qualidade, o que dá previsibilidade ao trade marketing e melhora a resposta comercial.

Com isso em perspectiva, veja, nos tópicos que seguem, um passo a passo recomendado.

Passo 1: Defina padrões por canal e categoria

O primeiro passo é separar lojas por canal, porte, região, categoria e relevância comercial. Assim, o padrão nasce da realidade do ponto de venda, não de uma regra genérica.

Um supermercado regional, por exemplo, não deve receber a mesma régua de um atacarejo. Além disso, cada categoria exige critérios próprios de exposição, reposição, preço e comunicação.

Passo 2: Transforme o plano em checklist de campo

Depois, é fundamental traduzir o plano em perguntas objetivas para a visita. Isso facilita para que cada resposta ajude a comparar lojas e priorizar ajustes.

Considere que o checklist deve orientar o promotor sobre presença, exposição, preço, validade, materiais e concorrência. Além disso, ele precisa evitar campos vagos, pois eles reduzem a qualidade da informação coletada.

Passo 3: Organize rotas, frequência e prioridades

A execução padronizada depende de uma agenda clara para a equipe de campo. Por isso, rotas e frequência de visita devem seguir o potencial de venda, risco e relevância.

Adicionalmente, o gestor precisa definir o que exige ação imediata durante a visita. Esse direcionamento evita deslocamentos pouco produtivos e melhora a gestão de promotores.

Passo 4: Treine a equipe com exemplos reais

Atenção: o treinamento eficiente não se limita a explicar tarefas. Ele mostra fotos boas, fotos ruins, erros recorrentes e decisões esperadas em cada cenário.

Além disso, deve alinhar a linguagem entre Trade, Vendas, Abastecimento e Campo.

Passo 5: Registre evidências no mesmo padrão

Fotos, respostas e observações têm que seguir critérios iguais em todas as lojas. Caso contrário, a liderança compara situações diferentes e cria diagnósticos frágeis.

Por isso, a empresa deve definir ângulos, campos obrigatórios, prazos e responsáveis por validação.

Esse padrão melhora a auditoria, sem antecipar a análise tecnológica que virá adiante.

Passo 6: Revise a execução com cadência

Padronizar a execução no PDV também exige revisar o que foi executado, sem esperar o fechamento do mês. Sobretudo para entender onde o padrão falhou e qual área precisa agir.

Em síntese, é importante comparar evidências, identificar desvios recorrentes e ajustar orientações de campo. Obviamente, essa revisão precisa ser objetiva. Do contrário, tende a gerar cobrança genérica.

Passo 7: Conecte o padrão à decisão comercial

Por fim, a padronização deve orientar negociação, abastecimento e calendário promocional.

Se muitas lojas repetem o mesmo desvio, o problema deixou de ser pontual. Além disso, a empresa identifica quais padrões funcionam melhor por canal.

Quais são os principais indicadores de trade marketing?

Depois de padronizar a execução no PDV, a gestão tem que medir se o padrão chegou à loja. Para tal, os indicadores de trade marketing são indispensáveis.

Eles mostram onde a rotina funciona e onde ainda há desvio. Portanto, conectam times de campo, abastecimento, vendas e negociação com o varejo.

Quais são eles?

Share de gôndola

Mede a participação da marca no espaço disponível da categoria. Ajuda a avaliar se a exposição combina com o acordo comercial e o potencial da loja. 

Por exemplo, queda no espaço ocupado pode explicar perda de visibilidade antes da queda no sell out. Com isso identificado, fica mais fácil corrigir a presença física do time antes que o concorrente consolide vantagem.

Taxa de conversão

Mostra quantos shoppers expostos à ação avançam para compra. Ajuda a separar boa exposição de exposição realmente eficiente.

Digamos que há uma ponta de gôndola com alto fluxo e baixa venda. Neste caso, é preciso revisar preço, mix ou comunicação. Só assim é possível entender se a execução no PDV estimula decisão ou apenas ocupa espaço.

Ruptura de estoque

Indica ausência de produto quando deveria haver disponibilidade. Mostra onde a estratégia perde venda por falha de abastecimento, reposição ou previsão.

Por exemplo, ruptura recorrente em SKUs líderes revela risco maior que falta pontual em itens secundários.

Portanto, o indicador ajuda a priorizar lojas e produtos com maior impacto comercial.

Aderência ao preço combinado

Verifica se o valor na loja segue a política definida. Evita distorções que prejudicam margem, campanha ou comparação com concorrentes.

Por exemplo, preço acima do planejado pode reduzir giro, mesmo com boa exposição. Já preço abaixo do esperado pode pressionar rentabilidade e gerar conflito entre canais.

Execução de materiais de merchandising

Acompanha se displays, faixas, cartazes e comunicações estão instalados corretamente. Mostra se a ação planejada chegou ao shopper no formato previsto. E ajuda a identificar lojas que precisam de reforço operacional.

Material vencido ou mal posicionado, por exemplo, reduz a clareza e prejudica a percepção da oferta.

Produtividade da rota

Mede visitas realizadas, pendências resolvidas e prioridades atendidas por período. Ajuda a avaliar se a equipe de campo usa tempo nas lojas certas. 

Por exemplo, muitas visitas com poucas correções podem indicar roteiro mal priorizado. Logo, a gestão deve ajustar o esforço comercial sem depender apenas da percepção dos promotores, melhorando a cobertura por canal atendido.

Tecnologia para facilitar execução no PDV

Para definir padrões e acompanhar indicadores, a tecnologia é fundamental. Ela ajuda a sustentar a execução no PDV em escala.

Sem esse apoio, a operação depende de planilhas, mensagens soltas e fotos sem contexto. O que dificulta a comparação entre lojas, rotas, categorias e promotores.

Portanto, em linhas gerais, um bom sistema precisa organizar o campo e transformar visitas em informação útil. Ademais, trazer inteligência de dados, para orientar decisões estratégicas que, ao fim e ao cabo, extrapolam para as demais áreas do negócio.

Tecnologia para auditoria de PDV

É bom que haja um arcabouço tecnológico que facilite a auditoria de PDV, que mostra se o combinado foi executado na loja.

Com a tecnologia, é possível registrar fotos, respostas, horários, localização e observações no mesmo fluxo. Assim, o gestor avalia a exposição, preço, validade, concorrência e materiais promocionais com mais segurança.

Além disso, reduz dúvidas sobre o que ocorreu em cada ponto de venda.

Esse controle ganha ainda mais importância em operações com muitos promotores, cidades e redes atendidas. Afinal, quanto maior a cobertura, maior o risco de variação entre visitas.

Rotina de campo mais orientada

A tecnologia também facilita a gestão de promotores, por exemplo, organizando a agenda diária da equipe.

O promotor recebe tarefas claras, sequência de visitas e informações relevantes antes de chegar à loja. Além disso, registra pesquisas, rupturas, preços e ações da concorrência durante a visita.

Isso evita perda de informação e melhora o acompanhamento da operação de campo.

Na prática, recursos como check-in, check-out e geolocalização dão contexto às visitas. Eles não servem só para controle de presença, mas para entender esforço, cobertura e produtividade.

Ademais, permitem avaliar se o tempo de campo está concentrado nas lojas mais relevantes. 

Decisões mais rápidas a partir do PDV

Um bom software de Trade Marketing conecta execução, rotina e decisão gerencial. Ele facilita a gestão em tempo real, ajudando a transformar o PDV em fonte diária de inteligência.

Com ele, uma ruptura registrada em várias lojas pode acionar revisão de abastecimento. Já uma queda no share de gôndola pode indicar necessidade de renegociação com o varejo.

Além disso, a baixa conversão em ação promocional pode sugerir ajuste de preço, mix ou comunicação.

Em definitiva, este é o tipo de tecnologia que facilita a execução no PDV por reduzir o intervalo entre a identificação de problemas e a ação do gestor.

Integração entre campo, vendas e abastecimento

Vale pontuar também que a tecnologia tem mais valor quando aproxima áreas que influenciam a execução no PDV.

Afinal, Trade, Vendas, Abastecimento e Operação precisam enxergar a mesma informação, com prazos e responsáveis claros. Caso contrário, cada equipe interpreta o problema por um ângulo diferente.

Essa integração também melhora a relação com o varejo.

A indústria ou distribuidora chega à negociação com evidências sobre ruptura, exposição, preço e concorrência.

Além disso, consegue mostrar recorrências, impactos e oportunidades por loja ou rede. Portanto, a conversa comercial fica mais objetiva e menos dependente de percepções isoladas.

Como escolher a tecnologia certa?

A melhor tecnologia para execução no PDV resolve problemas da rotina de campo. Ela precisa ser simples para o promotor e robusta para o gestor. Também deve permitir pesquisas, roteiros, checklists, fotos, indicadores e acompanhamento das visitas.

Deve-se avaliar, portanto, se o sistema apoia decisões, não apenas coleta registros. Isso porque dados acumulados sem análise podem criar mais uma camada de trabalho para a equipe.

No detalhe, dashboards, alertas e relatórios têm que mostrar prioridades com clareza. Com esse suporte, a execução no PDV ganha controle, velocidade e consistência operacional.

Conclusão

A venda no varejo físico não depende apenas de uma boa negociação inicial. Ela exige presença consistente, leitura de loja e capacidade de corrigir desvios com rapidez. Por isso, a rotina de campo precisa ser tratada como parte da estratégia comercial.

Como você viu, para atacadistas, distribuidoras e indústrias, o caminho está em combinar método, evidências e responsabilidade entre áreas.

O PDV precisa mostrar onde há oportunidade, risco e perda potencial antes do fechamento dos números. Além disso, os times devem enxergar os mesmos dados para agir com menos improviso.

É essa disciplina que sustenta melhores decisões, protege espaço competitivo e fortalece a execução no PDV.

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