calculo de cubagem

Em vez de ler, que tal ouvir?

As exigências no setor de logística do atacado distribuidor crescem a cada dia, e é aqui que se encaixa o cálculo de cubagem no transporte de cargas – e é fácil entender o porquê. Com o mercado B2C entregando ao consumidor final cada dia mais rápido, os consumidores no mercado B2B passam a querer o mesmo nível de serviço.

Hoje, é essencial oferecer a melhor experiência de compra possível — e a logística do atacado distribuidor é parte fundamental disso. No entanto, ainda existem muitos desafios para chegar lá.

Para começar, nos últimos anos, o país viu poucos investimentos na infraestrutura das suas estradas, o principal modal de transporte brasileiro. Em 2020, o valor destinado pelo Governo Federal para obras de infraestrutura foi o menor desde 2001.

Além disso, outro ponto impacta diretamente na operação do atacado distribuidor: a alta da gasolina. Foram 11 meses consecutivos de alta nos preços, aumentando consideravelmente os custos logísticos.

Todas essas mudanças exigem uma coisa do gestor de logística: ser mais eficiente. Em outras palavras, isso quer dizer planejar as cargas de forma a fazer mais entregas, em menos tempo e com menos viagens.

Para conseguir isso, um ponto essencial do planejamento de cargas é o cálculo de cubagem. Mas antes, quais as responsabilidades da logística quando o assunto é planejar as cargas?

Planejamento de cargas: quais os objetivos?

A logística do atacado distribuidor tem a responsabilidade de melhorar a eficiência de toda a sua operação. Maximizar a capacidade de sua frota é a chave para uma logística mais eficiente, despesas gerais reduzidas e crescimento de negócios nos resultados finais.

Dito isso, existem três responsabilidades principais que são de maior prioridade do que outras. Veja quais são elas:

1. Maximizar a capacidade de cada caminhão e motorista

A principal tarefa do planejamento de carga na logística de distribuição é consolidar a carga para maximizar a capacidade: a logística deve ser capaz de otimizar misturando e combinando cargas com base no tipo de carga, destino, tamanho e capacidade do veículo.

Por exemplo, é preciso saber como mesclar pacotes maiores com cargas menores para uma utilização ideal do espaço, ao mesmo tempo que considera o destino de cada pacote, o peso e o equilíbrio.

Isso também garantirá às cargas sensíveis a proteção de que precisam e a distribuição correta das horas de trabalho de cada motorista.

Também é preciso considerar se a carga paletizada é a escolha certa ou se deve usar um processo de carregamento diferente.

Tudo isso para garantir que cada remessa chegue com segurança ao seu destino e dentro do prazo.

2. Cumprir os regulamentos

Muitos dos caminhoneiros consideram o cumprimento das novas regulamentações um desafio constante.

Com um sofisticado plano de carga, que considera as características do veículo e da carga e não apenas a capacidade básica, você pode garantir a conformidade para todos os seus caminhões e cargas.

Se apenas alguns caminhões são refrigerados, por exemplo, você deve equilibrar todas as cargas que precisam ser resfriadas entre eles. Ou se a carga ocupar um espaço muito pequeno no caminhão, mas for pesada, é preciso garantir que o caminhão não seja sobrecarregado somente porque há espaço.

Além disso, ao carregar pedidos em um caminhão, você efetivamente compromete esse veículo e motorista a uma determinada carga de trabalho.

Se o planejador de carga subestimou o tempo necessário, o motorista enfrentaria a escolha entre violar os regulamentos de horas de serviço ou entregar uma carga em atraso.

3. Cortar custos desnecessários

Não se trata apenas de espremer o máximo de carga possível em um único caminhão. Um planejador de carga também deve considerar fatores como sequência de carregamento, destinos, horas extras do motorista e o cálculo de cubagem, sobre o qual falaremos a seguir.

O planejamento de carga ruim leva a mais caminhões e motoristas do que o necessário em ação a qualquer momento.

Atrasos imprevistos também podem fazer com que as remessas precisem ser repetidas, o que causa quilometragem adicional, horas extras e muito mais.

Tudo isso pode representar diversos desafios para a logística. Para saber mais sobre como eliminá-los, escute nosso podcast abaixo sobre a gestão de transporte antes de continuar lendo o artigo!

Mas afinal, o que é o cálculo de cubagem?

Agora que você sabe os objetivos principais do planejamento de carga na logística do atacado distribuidor, vamos falar sobre o tema do nosso post: o cálculo de cubagem.

O cálculo de cubagem nada mais é do que entender a relação entre o peso de uma mercadoria e o espaço que ela ocupa no caminhão. Mas por quê?

Todo mundo já ouviu a clássica pegadinha “o que pesa mais: um quilo de algodão ou um quilo de chumbo?”. Enquanto crianças, até poderíamos cair nela, mas hoje sabemos que o peso dos dois é o mesmo; o que muda é o volume.

Em outras palavras, se você transportasse um quilo de algodão, teria mais espaço de carga ocupado do que se transportasse um quilo de chumbo, que é mais compacto.

O cálculo de cubagem trata de entender exatamente isso: quanto espaço uma carga ocupa no caminhão em relação ao seu peso.

Por que o cálculo de cubagem é importante?

O cálculo de cubagem é importante por causa de dois pontos: conformidade e custo.

Para começar, como todo gestor de logística sabe, é preciso respeitar peso limite indicado pelo fabricante e fiscalizado pela Polícia Rodoviária Federal.

Ou seja, lotar o caminhão só porque ainda há espaço, sem analisar a cubagem, pode deixar o atacado distribuidor em risco de não conformidade com a legislação, passível de multa e apreensão da carga.

Em segundo lugar, o cálculo de cubagem impacta diretamente nos custos.

Um caminhão lotado consome mais gasolina do que um caminhão mais leve. Além disso, otimizar o espaço de carga dentro do caminhão permite que a logística do atacado distribuidor reduza o número de viagens necessárias para realizar as entregas.

Quanto menos viagens, menos custos com gasolina, horas de motoristas e manutenção do veículo serão incorridos no fluxo de caixa do atacado distribuidor.

Tudo isso também terá impacto no valor do frete cobrado do cliente — ao repassar um custo menor de quem compra de você, o atacado distribuidor também pode ganhar em vantagem competitiva frente aos seus concorrentes.

Como fazer o cálculo de cubagem?

O cálculo de cubagem é realizado multiplicando-se a metragem cúbica pelo fator de cubagem.

O fator de cubagem é um número fixo que determina o peso ideal para um metro cúbico (1m³) no transporte de cargas. O número é tabelado e varia de acordo com o modal de transporte, sendo:

  • Rodoviário: 300 kg
  • Marítimo: 1.000 kg
  • Aéreo: 166,7 kg

Ou seja, o cálculo de cubagem é representado pelo espaço que a carga ocupa no veículo pelo peso ideal por metro cúbico dado pelo fator de cubagem.

Para chegar nessa relação, é preciso, antes, fazer o cálculo do volume ocupado pela carga. Para quem não lembra das aulas de matemática, o volume de um objeto é calculado multiplicado a altura x o comprimento x largura.

Uma caixa que pese 200 quilogramas e meça 2 metros de largura, 1 de altura e 2 de comprimento, por exemplo, teria o volume 6 metros cúbicos (ou 4m³).

Agora imagine que você tenha 7 caixas iguais, com essa mesma dimensão. O peso total das caixas é fácil de achar e equivale a 1.400 quilogramas, mas e o peso cubado, qual seria?

Nesse caso, você multiplicaria o volume total de todas elas (4 x 7 = 28 m³) pelo fator de cubagem do modal escolhido.

No nosso exemplo, vamos considerar o modal rodoviário. Dessa forma, o peso cubado dessas caixas seria:

42 (volume) x 300 (fator de cubagem) = 8.400 quilogramas

Perceba que temos uma cubagem maior do que o peso real da mercadoria, ou seja, temos uma mercadoria que pesa 1.400 kg, mas que ocupa o espaço de 8.400 kg no caminhão.

Dessa forma, na hora de definir a distribuição do espaço da carga, devemos sempre considerar o maior valor. Caso o peso real fosse maior do que o peso cubado, por exemplo, ele que deveria ser considerado.

Como a cubagem afeta o cálculo do frete?

O peso sempre foi fator determinante para a definição do valor do frete de uma carga. Afinal, ele impacta diretamente nos custos que o atacado distribuidor tem com o transporte da carga.

No entanto, muitos atacadistas e distribuidores cometem o erro de considerar sempre o valor do peso real, sem analisar qual é o peso cubado.

A essa altura, você pode imaginar os problemas gerados por isso. Por exemplo, caso o peso cubado seja menor que o peso real, o atacado distribuidor pode acabar enviando caminhões com a capacidade abaixo do ideal.

Isso também pode fazer com que a empresa cobre menos do que deveria pelo frete, caso o valor do peso cubado seja maior do que o peso real.

Por isso, é essencial que essa análise seja realizada antes de fazer o cálculo do frete e repassá-lo ao cliente. Mais uma vez, o maior valor deve sempre ser considerado em detrimento do menor.

Utilizando a tecnologia para o cálculo de cubagem

Atacadistas e distribuidores estão enviando e transportando mais encomendas do que nunca. Como mostramos, organizar as remessas é um ponto fundamental quando o assunto é o custo do transporte para a logística.

Isso permite garantir que o número máximo de pacotes seja carregado de acordo com a capacidade ideal de cada veículo. Afinal, caminhões parcialmente carregados (ou com sobrepeso) custam mais à empresa.

Não avaliar o cálculo de cubagem pode levar à ineficiência e aumento de custos. Por outro lado, fazer esse cálculo manualmente também não é o mais indicado para o atacado distribuidor.

A distribuição do espaço do caminhão de forma manual retarda o processo de carregamento e gera mais horas de trabalho para a logística. Então, o que fazer para otimizá-la?

Um sistema de roteirização de entregas é a solução certa.

O sistema ajuda as organizações a otimizar com maior precisão suas remessas de saída, capturando e fornecendo informações dimensionais e volumétricas precisas para cada carga, sem que você tenha que fazer os cálculos manualmente.

O sistema é bem fácil de configurar e usar, o que reduz o trabalho da logística, os custos de envio e otimiza o carregamento dos caminhões. Também permite eliminar atrasos nas entregas e oferecer ao cliente prazos reais de carregamento.

O resultado final são entregas otimizadas, diminuindo os custos totais da logística para o atacado distribuidor e repassando um valor menor de frete ao cliente.

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Conclusão

É essencial entender a diferença entre o peso real e o peso cubado para identificar o valor correto a ser utilizado no cálculo do frete.

O cálculo de cubagem também permitirá adequar a capacidade de carga de cada veículo e alinhar as limitações de peso e volume de acordo com a lista de entregas a ser realizada.

Ao fazer isso por meio de um sistema próprio, a logística do atacado distribuidor poderá aumentar sua eficiência geral e contribuir para o sucesso do negócio.

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